Os fundos imobiliários estão atraindo investidores por causa da possibilidade de diversificação e renda, especialmente com a queda dos juros e a inflação alta. Até abril de 2025, o índice IFIX teve uma valorização de 8,64%, e muitos fundos estão sendo vendidos com um desconto médio de 14% em relação ao seu valor patrimonial. Especialistas como Isabella Almeida, da Rio Bravo, afirmam que este é um bom momento para investir, especialmente em fundos de tijolo, que oferecem descontos significativos e podem trazer bons retornos. Os fundos de papel, que são lastreados em Certificados de Recebíveis Imobiliários, também se destacam por oferecer dividendos altos em tempos de inflação. Carol Borges, da EQI Research, recomenda três fundos: BTLG11, focado em galpões logísticos; HGRU11, que investe em renda urbana; e GARE11, um fundo híbrido. Os fundos de tijolo têm uma renda anual de 11,2% e podem valorizar ainda mais, especialmente com descontos de até 18%. Apesar dos riscos, como falta de liquidez e volatilidade, os FIIs podem ajudar a proteger contra a inflação, que deve ficar acima de 5% em 2025, beneficiando os investidores.
O cenário atual dos fundos imobiliários (FIIs) apresenta oportunidades significativas para investidores que buscam diversificação e renda. Até abril de 2025, o índice IFIX da B3 registrou uma valorização de 8,64%, com muitos FIIs sendo negociados com desconto médio de 14% em relação ao seu valor patrimonial.
A gestora de fundos da Rio Bravo, Isabella Almeida, destaca que este é um momento propício para investir em FIIs, especialmente devido aos descontos expressivos. Os fundos de tijolo, em particular, apresentam os maiores descontos, o que pode resultar em retornos significativos para os cotistas. Victor Sartori, analista da Levante Inside Corp, acrescenta que, apesar do IFIX ter superado máximas históricas, ainda existem diversos FIIs com preços abaixo do valor patrimonial.
Setores em Destaque
Os fundos de papel, lastreados em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), continuam a se destacar, oferecendo dividendos elevados em um ambiente de inflação alta. Além disso, há um crescente interesse por fundos de logística e lajes corporativas A+ bem localizadas, que mostram sinais de recuperação. Contudo, é importante considerar os riscos associados, como a falta de liquidez e o aumento do risco de crédito nos fundos de papel.
Carol Borges, analista da EQI Research, sugere que três fundos merecem atenção: BTLG11, focado em galpões logísticos; HGRU11, que investe em renda urbana com inquilinos resilientes; e GARE11, um fundo híbrido com contratos de longo prazo. Almeida ressalta que os fundos de recebíveis, que possuem títulos indexados ao CDI e à inflação, podem gerar dividendos mensais atrativos.
Expectativas e Riscos
Os fundos de tijolo, que distribuem uma renda recorrente de 11,2% ao ano, são atraentes pelo seu potencial de valorização, especialmente com descontos que chegam a 18% em relação ao valor patrimonial. Sartori observa que, com a inflação elevada, fundos como o MCCI11, que possui ativos majoritariamente indexados ao IPCA, podem oferecer maiores distribuições de rendimentos.
A análise do mercado indica que, embora os FIIs apresentem riscos, como a falta de liquidez e a volatilidade, eles também podem ser uma proteção contra a inflação. A expectativa é que o IPCA acumulado para 2025 fique acima de 5%, o que pode beneficiar os investidores em FIIs.
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