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Medicamentos para emagrecimento ganham destaque nas novas diretrizes sobre obesidade

Novas diretrizes da Abeso incluem medicamentos como semaglutida e tirzepatida no tratamento da obesidade, priorizando individualização e metas realistas.

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A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) apresentou novas diretrizes para o tratamento da obesidade, que agora incluem o uso de medicamentos como semaglutida e tirzepatida. Essas diretrizes foram divulgadas durante o Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, realizado em Belo Horizonte. A abordagem mudou, priorizando medicamentos eficazes e metas realistas de emagrecimento, além de considerar as necessidades individuais dos pacientes. O tratamento deve ser contínuo, pois a obesidade é uma doença crônica, e a interrupção pode levar ao reganho de peso. As novas recomendações também visam melhorar a saúde geral, reduzindo riscos de doenças como diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares. A meta inicial de emagrecimento deve ser de pelo menos 10% do peso corporal. A diretriz foi elaborada com a participação de várias sociedades médicas e busca oferecer um tratamento mais personalizado, levando em conta o comportamento alimentar e as preferências de cada paciente. Além disso, a Abeso destaca que medicamentos não validados ou potencialmente perigosos não devem ser utilizados.

Novas diretrizes da Abeso recomendam o uso de medicamentos como semaglutida e tirzepatida para o tratamento da obesidade. As orientações foram apresentadas durante o Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica (CBOSM 2025), realizado em Belo Horizonte no dia 29 de maio. O documento contém 35 recomendações que visam individualizar o tratamento e estabelecer metas realistas de emagrecimento.

As novas diretrizes marcam uma mudança significativa na abordagem do tratamento da obesidade. Anteriormente, o foco estava em mudanças de estilo de vida, como dieta e exercícios. Agora, a prioridade é a prescrição de medicamentos eficazes, como semaglutida (Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro), para não apenas reduzir o peso, mas também prevenir complicações associadas, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

O diretor da Abeso, Alexandre Hohl, destacou que a semaglutida reduziu em 20% os eventos cardiovasculares em pacientes com obesidade e histórico de doenças cardíacas. A tirzepatida demonstrou uma redução superior a 90% na incidência de diabetes tipo 2 em pessoas com pré-diabetes. A meta inicial de emagrecimento deve ser de pelo menos 10% do peso corporal, o que pode melhorar condições como hipertensão e apneia do sono.

Abordagem Individualizada

A diretriz enfatiza que o tratamento deve ser contínuo, uma vez que a obesidade é uma doença crônica. A interrupção do uso de medicamentos pode levar ao reganho de peso. A nova abordagem foi desenvolvida com a participação de 15 sociedades médicas, visando atender às necessidades específicas de grupos que antes não tinham orientações adequadas.

Além disso, a Abeso prevê a possibilidade de uso off-label de medicamentos, considerando a saúde geral do paciente. Fernando Gerchman, endocrinologista e membro do Departamento Científico da Abeso, ressaltou que a classificação de pacientes com base em comportamentos alimentares pode resultar em tratamentos mais eficazes.

A Abeso também alerta sobre o uso de medicamentos manipulados que contenham substâncias não validadas ou potencialmente perigosas. O presidente da Abeso, Fabio Trujilho, reafirmou o compromisso da entidade em fornecer as melhores ferramentas para ajudar os pacientes a alcançarem um peso saudável e uma melhor qualidade de vida.

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