- A Argentina está implementando um esforço de estabilização econômica, conforme relatório do Instituto Internacional de Finanças (IIF) divulgado em 8 de agosto.
- O IIF destaca a urgência de reformas estruturais nas áreas tributária, trabalhista e de infraestrutura para desbloquear o potencial do país.
- A compressão dos spreads dos títulos soberanos indica uma recuperação da confiança dos investidores, mas os riscos econômicos ainda persistem.
- A inflação caiu de mais de 270% para 40%, mas as reservas externas continuam escassas. A flexibilização dos controles cambiais permite acesso pleno ao mercado para pessoas físicas.
- O novo governo de Javier Milei deve implementar um ajuste fiscal rigoroso, incluindo cortes adicionais de gastos, para enfrentar a crise.
A Argentina está em meio a um dos esforços de estabilização econômica mais ambiciosos da sua história recente, segundo o Instituto Internacional de Finanças (IIF). O relatório, divulgado nesta terça-feira, 8, destaca a necessidade de reformas estruturais urgentes para que o país possa desbloquear todo o seu potencial.
O IIF enfatiza que as reformas nas áreas tributária, trabalhista e de infraestrutura são essenciais. A instituição alerta que a institucionalização dos ganhos fiscais é crucial para garantir o progresso contínuo. Apesar de uma recente compressão dos spreads dos títulos soberanos, que indica uma recuperação da confiança dos investidores, os riscos econômicos ainda persistem.
Nos últimos meses, a inflação na Argentina caiu de mais de 270% para 40%, mas as reservas externas continuam escassas. O IIF observa que, embora as empresas ainda enfrentem restrições cambiais, as pessoas físicas agora têm acesso pleno ao mercado, com a flexibilização dos controles e a implementação de uma taxa de câmbio unificada.
Desafios e Oportunidades
O relatório também menciona que, para manter a trajetória de progresso, é necessário aprofundar as reformas e garantir apoio institucional. A mobilização de investimentos privados é vista como um fator essencial para gerenciar os riscos que ainda cercam a economia argentina.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também reconhece que a Argentina vive um ciclo virtuoso, mas ainda enfrenta desafios econômicos significativos. O novo governo de Javier Milei deve implementar um ajuste fiscal rigoroso, incluindo cortes adicionais de gastos, para enfrentar a crise de forma eficaz.
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