Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

CDB passa a ter imposto único de 17,5% e altera regras para renda fixa

Mudanças na tributação dos CDBs a partir de 2026: alíquota fixa de 17,5% e novas regras para compensação de prejuízos exigem atenção dos investidores.

0:00
Carregando...
0:00

O governo anunciou que, a partir de 2026, a tributação dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs) mudará para uma alíquota fixa de 17,5%, sem considerar o tempo de investimento. Isso significa que não haverá mais benefícios fiscais para quem investe por mais tempo, como acontece atualmente, onde as alíquotas diminuem conforme o prazo aumenta. Os investimentos feitos até 31 de dezembro de 2025 ainda seguirão as regras antigas até o vencimento. Além disso, a nova medida permite que investidores compensem prejuízos em aplicações financeiras, o que pode ajudar a recuperar parte do imposto pago. Para isso, é importante manter um controle detalhado das operações e registros. Especialistas alertam que os investidores devem prestar atenção ao planejamento financeiro e à declaração do imposto de renda em 2026, já que as novas regras exigem um controle mais rigoroso dos valores e prejuízos.

O governo federal anunciou, em 11 de junho, uma medida provisória (MP) que altera a tributação dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs). A partir de 2026, os rendimentos desses investimentos passarão a ser tributados com uma alíquota única de 17,5% de Imposto de Renda (IR), independentemente do prazo de aplicação. Essa mudança elimina o incentivo atual para investimentos de longo prazo, que atualmente se beneficiam de alíquotas menores conforme o tempo de aplicação aumenta.

Atualmente, a tributação dos CDBs segue uma tabela regressiva, onde as alíquotas diminuem com o aumento do prazo de investimento. Com a nova MP, os investimentos realizados até 31 de dezembro de 2025 continuarão a seguir as regras atuais até o vencimento. Rodrigo Sgavioli, head de alocação da XP, comentou que a simplificação é positiva, mas a mudança retira o incentivo para aplicações mais longas.

Compensação de Prejuízos

Outra novidade trazida pela MP é a possibilidade de compensação de prejuízos em aplicações financeiras. Gabriel Campoy, da XP Private, explicou que essa compensação se aplica a perdas em qualquer ativo financeiro, permitindo que o investidor recupere parte do imposto pago caso o IR retido na fonte seja superior ao imposto devido após contabilizar as perdas. Para isso, é essencial manter um controle rigoroso das operações e registros detalhados.

Os especialistas recomendam que os investidores estejam atentos ao planejamento financeiro, especialmente na hora de declarar o imposto de renda em 2026. A nova regra exige um controle mais cuidadoso dos valores retidos e dos prejuízos acumulados, o que pode impactar diretamente na restituição do imposto.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais