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Cresce número de bilionários no Brasil, mas doações das famílias ainda são baixas

Filantropia familiar no Brasil enfrenta queda nas doações, mesmo com aumento de bilionários; desafios incluem desconfiança e burocracia.

Mesa discutiu futuro da doação no Global Philanthropy Forum 2025, com participação de CEO do Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), que produziu levantamento sobre filantropia familiar no Brasil (Foto: Saylor Nedelman/Divulgação)
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  • Ticiana Rolim fundou a organização Somos Um em 2017, após se inspirar no livro “Um mundo sem pobreza”, de Muhammad Yunus.
  • A Somos Um articula negócios de impacto no Nordeste e promove uma filantropia estratégica, focando em soluções para problemas sociais.
  • O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis) informou que, em 2022, as doações familiares representaram apenas 8% do total de doações no Brasil, apesar do aumento de bilionários.
  • Os principais desafios para a filantropia familiar incluem a desconfiança em organizações da sociedade civil e a burocracia nas leis de incentivo.
  • O Idis sugere a criação de conselhos intergeracionais para unir diferentes visões sobre filantropia e propõe ações para sensibilizar novos doadores e fortalecer a governança das organizações.

Ler “Um mundo sem pobreza”, de Muhammad Yunus, emocionou Ticiana Rolim Queiroz, que decidiu transformar seu engajamento social. Em 2017, fundou a Somos Um, uma organização que articula negócios de impacto no Nordeste. Ticiana, que deixou a empresa da família, agora se dedica a uma filantropia estratégica, buscando soluções para problemas sociais em vez de ações assistenciais.

O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis) revelou que, em 2022, as doações familiares representaram apenas 8% do total de doações no Brasil, mesmo com o aumento do número de bilionários, que chegou a 69 em 2024. A pesquisa do Idis destaca que, apesar do crescimento das fortunas, a filantropia familiar não avança na mesma proporção.

Entre os desafios enfrentados, a desconfiança em organizações da sociedade civil e a burocracia nas leis de incentivo são os principais obstáculos. 20% dos filantropos entrevistados mencionaram a falta de capacidade de gestão das instituições como uma barreira. Além disso, 17% apontaram a ausência de incentivos fiscais adequados como um fator desestimulante.

A educação continua sendo a principal causa das doações, mas temas como meio ambiente e sustentabilidade estão ganhando espaço. O Idis sugere que a criação de conselhos intergeracionais pode ajudar a unir diferentes visões sobre filantropia dentro das famílias. Ticiana Rolim observa que as gerações mais jovens têm uma abordagem mais inclusiva e colaborativa em relação ao dinheiro.

Para ampliar a filantropia no Brasil, o Idis propõe ações como sensibilização de novos doadores, capacitação de conselheiros e fortalecimento da governança das organizações. Essas medidas visam criar um ambiente mais propício para doações significativas e impactantes.

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