O professor Ali Khan Mahmudabad, da Ashoka University, foi preso por suas postagens sobre as tensões entre Índia e Paquistão, após uma denúncia de um membro do partido BJP, que o acusou de ameaçar a soberania nacional. Mahmudabad nega as acusações. O Supremo Tribunal da Índia concedeu liberdade provisória ao professor, mas a investigação continua e ele não pode publicar nada relacionado ao caso. Suas postagens surgiram após ataques aéreos indianos que mataram 26 pessoas, onde ele apoiou a resposta militar, mas alertou sobre a brutalidade da guerra. A prisão gerou críticas de acadêmicos e grupos de direitos humanos, que a consideram uma forma de censura. A Ashoka University disse que está ciente da situação e a chamou de punição desproporcional. Políticos da oposição também criticaram o governo e defenderam a liberdade de expressão.
O professor Ali Khan Mahmudabad, da Ashoka University, foi preso por suas postagens sobre as hostilidades entre Índia e Paquistão. A detenção ocorreu em domingo, após uma denúncia de um membro da Bharatiya Janata Party (BJP), que o acusou de comprometer a soberania nacional e incitar animosidade entre grupos. Mahmudabad nega as acusações.
O Supremo Tribunal da Índia concedeu liberdade provisória ao professor, mas permitiu a continuidade da investigação. O tribunal decidiu que não havia justificativa para suspender a apuração e formou uma equipe especial para investigar o caso. Além disso, Mahmudabad está proibido de publicar qualquer conteúdo online relacionado às postagens que motivaram sua prisão.
As postagens de Mahmudabad surgiram em meio a um aumento das tensões entre Índia e Paquistão, após ataques aéreos indianos em resposta a um ataque em Pahalgam, que resultou na morte de 26 pessoas. O professor expressou apoio à resposta militar da Índia, mas alertou sobre a brutalidade da guerra. Ele também destacou a importância de duas oficiais mulheres que apresentaram detalhes da operação em briefings à imprensa.
A prisão de Mahmudabad gerou críticas de acadêmicos e grupos de direitos humanos, que consideram as alegações infundadas e a detenção uma forma de censura. A Ashoka University afirmou estar ciente da situação e que cooperará com as autoridades. Um e-mail interno da universidade descreveu a prisão como uma “punição desproporcional” e um ataque à liberdade acadêmica.
O caso também atraiu a atenção de políticos da oposição, que criticaram o governo por sua postura em relação a opiniões divergentes. O líder do Partido Samajwadi, Akhilesh Yadav, e o presidente do Partido Congresso, Mallikarjun Kharge, manifestaram apoio ao professor, ressaltando a necessidade de proteger a liberdade de expressão.
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