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Lula propõe revitalização da OMS e critica postura de Trump na pandemia

Lula defende fortalecimento da OMS e critica negacionismo climático na cúpula do Brics, ressaltando desigualdades na saúde global.

O presidente Lula em reunião de lideranças do Brics. (Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a importância da Organização Mundial da Saúde (OMS) durante a cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro em sete de julho de dois mil e vinte e cinco.
  • Lula criticou o unilateralismo e pediu uma recuperação urgente do papel da OMS no combate a pandemias e na proteção da saúde global.
  • Ele mencionou que a saída dos Estados Unidos da OMS, sob Donald Trump, resultou em uma perda de receitas de seiscentos milhões de dólares até dois mil e vinte e cinco.
  • O presidente também abordou o negacionismo climático, afirmando que ele compromete o futuro e que os investimentos em combustíveis fósseis são prejudiciais à sustentabilidade.
  • Durante o evento, foi lançada a Parceria pela Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas, com foco em combater desigualdades por meio de ações de infraestrutura e fortalecimento de capacidades.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou a importância da Organização Mundial da Saúde (OMS) e criticou o unilateralismo durante a cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 7. Em sua fala, Lula enfatizou que a saúde global é um direito humano e um bem público, mas que enfrenta desafios devido à pobreza e à falta de cooperação internacional. Ele pediu uma recuperação urgente do papel da OMS no combate a pandemias e na proteção da saúde das populações.

Lula também mencionou que a saída dos Estados Unidos da OMS, anunciada por Donald Trump, teve um impacto negativo significativo na organização, que enfrenta uma perda de receitas de 600 milhões de dólares até 2025. O presidente brasileiro criticou a desigualdade no acesso à saúde, citando que doenças como o mal de Chagas e a cólera poderiam já ter sido erradicadas se tivessem afetado países do Norte Global.

Críticas ao Negacionismo Climático

Além das questões de saúde, Lula abordou o negacionismo climático, afirmando que ele prejudica os avanços já conquistados e compromete o futuro. O presidente alertou que os incentivos financeiros para combustíveis fósseis estão em desacordo com a sustentabilidade. Em 2024, os 65 maiores bancos do mundo planejam investir 869 bilhões de dólares no setor de combustíveis fósseis, um movimento que Lula considera prejudicial.

Durante a cúpula, foi lançada a Parceria pela Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas, que visa combater desigualdades por meio de ações voltadas para infraestrutura e fortalecimento de capacidades. O evento também gerou reações nos Estados Unidos, onde Trump alertou que países do Brics poderiam enfrentar tarifas adicionais de importação, em resposta à crescente influência do grupo.

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